TOPO
  • 05/03


    Num mundo antenado onde a alienação é questão de opção, estar numa rede social é tão vital quanto ter CPF e possuir conta bancária. Estar conectado faz parte da socialização do indivíduo moderno, que ainda não conseguiu compreender que as redes sociais são como casas sem portas e embora não haja trancas, a privacidade e o bom senso devem ser mantidos e respeitados.

     

    Com o encurtamento de tempo-espaço pela internet feita com extrema destreza, o mundo dos esportes é enfadonhamente discutido e o número de leigos é cada vez mais reduzido. Se defender seu ponto de vista ante aquele lance duvidoso, aquela substituição errônea, aquele piloto que você gosta era impossível, hoje é natural em demasia e quem assim não faz entra no rol dos alienados ameaçados de extinção. Mas toda essa integração tem seu preço e engloba os sem noção, uma espécie de Flamengo das redes sociais no que tange ao número de seguidores. Tenho em meu perfil, três pessoas – por coincidência mulheres – que,sinceramente, na fila dos inconsequentes passou inúmeras vezes. Pra não citar nomes usarei pseudônimos. O primeiro caso é a “Última cachaça do Januário”.

     

    A tal pessoa se sente o último segundo da prorrogação, a bola que isolou Baggio, o carrinho que quebrou o Garrincha e age com um narcisismo declarado tão nocivo quanto todas as suas atitudes. A falta de etiqueta no mundo virtual se equipara àquele cidadão que entra na festa do inimigo e grita desesperadamente pelo primeiro pedaço de bolo. Opina onde não foi chamada, desce o sarrafo sobre o que não sabe, fala sobre o que não viu e vive de uma fantasia que nem mesmo Alice desfrutou no país das maravilhas. É um caso em que ou você se acostuma e ri ou se matará de ódio, ou morrerá de pena. Nível de etiqueta, zero.

     

    O segundo caso é da “Vesga Narcisa” que representa o que de mais genuíno sobrou da censura. Digo isso, porque além de agir com o mesmo espírito da primeira, essa não aceita ser rebatida. É mais ou menos como o cara que brinca de bola, chuta, se humilha, mas quando é a sua vez ir de às forras diz “parei!”. Sofre de uma falta de etiqueta tão bisonha que nem mesmo o mais bronco Ogro do universo se sentiria confortável para disparar seus arrotos ante tal pessoa. Um ser capaz de te provocar todo o tipo de repugnância possivelmente já descrito pela humanidade. Nível de etiqueta, -8.

     

    O terceiro caso é o mais simples. É apenas o hospedeiro da situação, o indivíduo do qual os dois primeiros parasitas se alimentam. É uma pessoa excelente, mas que age errado por influência. Se compara a pessoa que coloca o pé na mesa porque todas as demais colocaram. Uma pena, porque tinha tudo pra dar certo. Nível de etiqueta, 5.

     

    Essas três pessoas foram citadas por ser a mais clara falta de fineza desportiva por mim já vista nas redes sociais, além de integrarem juntas todas as formas de deselegância possíveis. Estar conectado e tendo acesso ao comentário de todos não dá o direito de participar dos mesmos. Por mais que seja seu amigo, se calar quando não for questionado é regra fundamental à boa convivência. Aliás, o básico para não ser mais um chato das redes é nunca dizer nelas o que não teria coragem de dizer na cara e em público. Desse princípio partem todas as boas atitudes.

     

    Outro ponto que deve ser levado em consideração é saber ver quando está sendo interessante e quando está sendo apenas um imbecil. E para chegar ao resultado é simples, existe uma subtração básica.

     

    Quem quer me comer – quem quer me pegar – quem já peguei – quem não sabe o que diz – quem não puxa meu saco + um pouco de bom senso = meu público fiel.

     

    Seguindo essa regrinha e respeitando a etiqueta virtual serás um duque das redes, não pagará de chato, nem correrá o risco de sair num artigo qualquer de um colunista qualquer.

     

    Fica a dica.

     

    Dois Toques e a gente sai na cara do gol.
     

     

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