TOPO
  • 26/11

    dois toques

     

    seleção

     

    “América para os americanos”. Frase exclusivista, sim, mas que em certos momentos surte efeito. E hoje, essa doutrina merece um toque brasuca no que tange a nossa seleção canarinho.

     

    Futebol é cultura e cultura deve ser respeitada. Nunca fomos bons em lidar com os estilos dos caras lá de fora e muito menos com brasileiros pródigos que voltaram nacionalizados. O Brasil não se vive, se compreende. Não se entende o Brasil estando fora dele. É preciso sim manter sempre em dia a manutenção de nosso jeitinho brazuca. Aliás, sinto-me na obrigação de dissertar a favor desse tão contestado jeitinho.

     

    O leitor que passa o dia inteiro acompanhando aquelas peladas do velho continente percebe bem presentes as lembranças de um passado de guerras e conquistas. Os times ingleses disputam um verdadeiro prélio dentro dos gramados, a torcida irlandesa parece torcer praticando um ritual de guerra, espanhois sempre visando a conquista de outros terrenos como nos tempos de colonização, portugueses naquele jeito meio tô nem aí, mas claramente esperando o momento pra ancorar a embarcação… Isso minha gente é o jeitinho de cada um. Cada um se vira da forma como foi acostumado. E você não ouve inglês se aporrinhando com o jeito aguerrido de seu povo. É mal do brasileiro esculachar o que é da casa.

     

    Fomos colonizados a la caralho, sem nenhuma pretensão maior e tudo que conquistamos foi na manha, na malandragem, na base do trambique. Esse estilo sonso e sacana é nosso, está contido no DNA de todos e até mesmo no gene do chupador de gringo. Logo, uma seleção brasileira sem “brasileiros” é oferecer macarronada de miojo. Engana a primeira vista, mas na prática você percebe que não é a mesma coisa, não dá a mesma sustância.

     

    A seleção B que meteu o ovo nos argentinos (hihihi) lá no estádio feioso com cara de prisão federal é a prova de que o MADE IN BRAZIL ainda é o mais vantajoso. Não digo que tenhamos que montar um time todo daqui de dentro da Terrinha, mas que olhar pra quem ainda tem o samba correndo na veias pode dar resultados, isso sim. Um jogador que quando entra em campo lembra do que viu nas ruas – as festas, a bebedeira, o menino que chutava latinha e gritava seu nome, o garoto que se jogou na lama pra pegar um pênalti e disse ser o tal goleiro, o pescador que abriu mão da grana diária pra assistir uma hora e meia de pelada – pode fazer toda a diferença. Muito ao contrário daquele que tudo que lembra é uma conversa em portunhol com o Messi.

     

    Não manda pra guerra contra os espanhois, um soldado criado na Espanha. Passou da hora de tornar Monroe a doutrina na seleção. Nosso principal jogador é brasileiro e sentimos bem mais próxima de nós quando os filhos que vivem na pátria nos representam.

     

    A seleção foi se distanciando do povo na medida em que seus integrantes foram se distanciando do Brasil. E bem sabemos que sem o apoio do povo tudo fica mais difícil.

     

    Bra-Monroe já. Para a seleção nacional voltar a vencer.

     

    Dois Toques e a gente sai na cara do gol!

     

     

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