TOPO
  • 13/08

     

    É inacreditável como a semana passa rápido. Parece que foi ontem que postei minha última letra a ser mandada ao ar no lado feio da Dutra. Porém mais inacreditável ainda é o comentário da imprensa mercenária após mais um vice da selecinha kid do Brasil. Até mesmo meu ralo intelecto que vez ou outra me deixa na mão é capaz de forçar os neurônios de modo que me faça compreender uma visível involução técnica inexistente nos tempos de Ronaldo e Romário. Perdemos apenas a final? Não, perdemos a moral e a pior coisa que se pode acontecer ao errar é não aprender com eles.

     

    Por exemplo: Alex Sandro. De onde tiraram esse jogador que mais parece meio-campo de time pequeno do Rio de Janeiro? Passa o jogo inteiro brincando de comigo-não-tá, não tem peito pra tentar um drible e foi cabal no achincalhamento do treinador pós-fiasco. Jogadorzinho de Bangu, Boa Vista, Olaria… péssimo.

     

    Ganso: Ia falar dele, mas fica difícil se o cara não jogar.

     

    Os goleiros: Nunca antes na história desse país fomos a uma competição com guarda-metas tão insanos e passando tão nula confiança. Aquele Neto, principalmente, parecia jogar de tapa olhos e luvas de pedra. Cidadão conseguiu quase passar de uma bola recuada. Patético. Não existe levar pra torneio um goleiro que é banco de um time médio da Itália. Outro vacilo do Mano.

     

    Esses foram apenas 3 dos principais vacilos que o cara que aparenta expor a mão à palmatória na sala da justiça da CBF cometeu no processo de gestão da equipe, e que pelo bem da Nação deveria pular do barco nos poupando de mais uma vez naufragarmos na Ilha de São Dunga. Aliás, o retrospecto do atual coach da seleção não é de nenhuma forma assaz nem se comparado com o desempenho do anão número 7. O ex-capitão a essa altura já tinha faturado uma Copa América e costumava fazer pífias partidas capazes somente de manter-nos no frio e trêmulo fio da mediocridade de permanecermos invictos. Mano não nos faz sem campeões e tem o dom de perder jogos cabais. Cara é pé-frio (pra não dizer ruim).

     

    Com todas essas coisas, se continuarmos com esse papinho galvaobuênico de que mexer agora é começar do zero, preparem para verem seus feriados copadomundianos indo para a leviana parideira em 2014 ao som de tango. É triste, mas vamos ter que usar a Copa das Confederações como literalmente um teste para a Copa do Mundo e não há momento melhor para mudar o comando técnico que agora. Bem ou mal o cara terá um ano a mais que se for contratado ano que vem quando sairmos na primeira fase da competicinha.

     

    Todavia, não podemos ser visionários surreais ao ponto de termos a demência de querermos transformar nossa canarinho manqueta num belo e imponente falcão real. Todo ser provido do dom da visão é capaz de notar que aquele time titular é composto em sua vasta maioria por jogadores que em 2014 estarão pelo menos no banco. Dos 23, uns 13 estarão na odisseia rumo ao “Vamos jogar no Maraca em nome de Jesus!” então não é uma boa ideia colocar a molequeira no tronco. A velha preguiça que moldou nosso caráter nesses pouco mais de 500 anos nos ensinou que é mais fácil tacar o velhaco no asilo que assassinar as crianças, e felizmente a hora do Mano chegou. Até passou.

     

    Rezem, porque se essa cara não rodar, quem irá rodar somos nós.

     

    Dois Toques e a gente sai na cara do gol.

     

     

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