TOPO
  • 14/10


    Salve Galera do Bandeira Dois! É incrível como que um simples feriado no meio da semana é capaz de puxar a sexta-feira umas duas casas pra frente. Nem parece ter sete dias desde a minha última letra nessa casa paulista super maneira. E a semana além de rápida conseguiu um encurtamento de tempo-espaço digno de filme de ficção científica. Até a selecinha jogou lá nos Pobretões da América do Norte. E venceu.

    Aliás, essa vitória do time do Hermano Menezes me deixou com um paradoxo nível estrela. Fiquei feliz com a vitória brasileira, afinal vencendo bem e pegando corpo é certo que meus feriados em 2014 serão ricos e regados a muita, mas muita cerveja. Porém estou abismado com os gols achados que a seleção teve que cavar para bater o México, que embora tenha Galvão Bueno colocando-os acima do Barcelona, nunca foi essa Coca-Cola toda. O que é muito preocupante, porque se lembrarmos do treinador mais burro do Brasil (senão do mundo), Dunga, veremos que a essa altura do campeonato o cara com nome de anão imbecil estava descendo o porrete em geral e terminaria a pré-Copa conquistando 3 dos 3 títulos disputados. No entanto deu no que deu.

    Hermano Menezes conseguiu sua primeira vitória em meio a chuvas, raios, ventanias e uma sonora ajuda da sorte, que não costuma ser amiga quando o assunto é Copa do Mundo. O torneio é rápido e não permite piscadinhas nem paradinhas na esquina para esperar a bendita estrela do destino aparecer para executar a obra. Sorte na Copa só aparece quando a equipe em campo já fez (e muito) por merecer. No maior torneio de seleções do mundo as potestades e toda a sorte de espírito evoluído com a incumbência do perfeito desenrolar da peleja costumam fazer hora extra se preciso para tornar campeão o verdadeiro merecedor, por isso acho bom Hermano começar a ler as linhas das mãos, entender que tem gente melando a paçoca e partir pra eliminação nervosa de cidadãos que só jogam agarrados na aba de um nome cuja alcunha Galvão Bueno deu.

    Nosso treinador tem feito escolhas inexplicáveis – o que em parte entende-se como equívoco mínimo exigido para escolha do treinador do time da nação – convocando quem não teria vaga em nossas equipes da Master League do PES. Daniel Alves, por exemplo, foi o primeiro a sofrer a fúria das entidades protetoras do esporte sendo expulso num pênalti imbecil que caso não fosse defendido teria originado uma catastrófica crise em nossa selecinha sem vergonha. Incrivelmente os seres do outro mundo estavam a fim de mostrar a quem ainda não tinha percebido que o carinha do Barcelona nada soma e que sua queda serviu como multiplicar a seleção por -1 tornando tudo que era negativo em positivo. Por mim esse cara não voltaria nunca mais.

    Outro que merece cuidado especial por parte da psicologia da CBF é o tal Lucas Leiva. Seu comportamento conífero no círculo central e sua extrema capacidade de aparecer repentinamente levando cartões e baixando o sarrafo sugerem um autismo a ser tratado. Não se permite tamanho fantasmamento de um jogador por quase 90 minutos da partida, ainda mais quando ele atua numa posição onde constantemente a bola passará por ele. Deve ser analisado com carinho.

    Mas algo não quer calar. Como pode o time que por mais rodadas frequentou a primeira posição do Brasileirão ter apenas um selecionável e do meio-defensivo? Estaria Hermano equivocado ou de apadrinhamento?

    Não curto essas teorias conspiratórias envolvendo Globo/ Corinthians/ NASA/ Satanás, e ainda considero tais atitudes, coisas oriundas de famélicos, hiantes tupiniquins ainda na necessidade de abluir suas carcaças emboloradas de séries subalternas do esporte bretão ou por fim no ostracismo na esperança semi-morta de um reconhecimento de sua equipe em âmbito nacional faturando um torneio que apenas equipes grandes tenham faturado, mas que parece alisamento do Hermano muito do sem vergonha, isso parece.

    Tirar Jefferson, Ronaldinho e Dedé de seus respectivos clubes não se compara a tirar Ralf do Corinthians. Se quiser levar um Ralf de cada clube do Rio tenho a certeza de que Alessandro, Márcio Careca e Deivid estarão à disposição sem prévio aviso.

    Acredito que enquanto Hermano não entender que seleção é coisa séria, gera discórdia e um fracasso simples trás consigo um atestado maior que um diploma de Harvard – o título de burro assinado por 180 milhões – não poderemos dormir sossegados quanto a constante evolução de nosso time pátrio.

    Por isso, despeço-me com aquela dica sexta-feirana que nunca matou ninguém e geral gosta de seguir. Saia, tome um gelo, treine (apenas treine) o processo simples de satisfação recíproca resultante na perpetuação do Homo sapiens e divirta-se sem medo de ser feliz, porque se tu cismar de ficar pensando nas burrices da seleção do Hermano, na vergonha que seu time tem arrumado no campeonato e na trágica tarde brindada com um pífio show de Justin Bieber, garanto que não só sua noite, mas o resto de sua vida será tenso.

    Se dirigir, alugue o carro como motel e fature uma grana.

    Dois toques e a gente sai na cara do gol.
     
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