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  • 12/08

    Barack Obama

     

    Ninguém está livre da espionagem de dados digitais da NSA. Depois do escândalo revelado por Edward Snowden, ficou mais claro que a maioria das informações particulares que eu e você buscamos e trocamos pela rede pode estar sob vigilância a qualquer momento.

     

    Além disso, por mais desesperador que isso pareça, seus dados e informações pessoais também podem estar sendo interceptados por outras pessoas. Trojans que roubam dados, por exemplo, e redes de Wi-Fi abertas oferecem perigos se você quer ter certeza de que seus dados estão seguros dentro do seu HD.

     

    Se a paranoia já tomou conta desde que você soube que Obama lê seus e-mails (ou quase isso), esse glossário da internet alternativa pode te ajudar a encontrar alternativas para deixar sua navegação mais segura. Nessa lista, há opções seguras de redes sociais, de serviços de e-mail e de mensagens instantâneas, de programas que fazem ligações em VoIP – são ferramentas que podem te ajudar a livrar seus dados pessoais das garras da NSA e de qualquer outro interceptador.

     

    Boa parte dos serviços na lista são protocolos que ajudam programadores a criar ferramentas mais seguras e livres, outros já estão em um estágio que podem ser compreendidos pelo usuário final, e alguns são serviços alternativos que já podem ser usados. Em todo caso, pode começar a planejar sua libertação:

     

    Troque o Facebook pelo Diaspora*

     

    Ok, a gente sabe que a melhor rede social é aquela em que seus amigos estão. Por outro lado, já está todo mundo de saco meio cheio do Facebook – e o escândalo de espionagem da NSA foi a gota d’água. Apesar de ser bem menor, o Diaspora* é antigo: foi criado em 2010 como uma alternativa de código-aberto e segura ao Facebook. Hoje, já conta com mais de 400 mil usuários. Para participar, é preciso escolher o seu ‘pod’ de preferência e se cadastrar. Os pods são como ‘galhos’ da Diaspora*, versões diferentes da rede social que se agrupam em torno de regiões geográficas para que os usuários se encontrem com mais facilidade. De acordo com o site, os pods servem para descentralizar os dados – a descentralização é um dos pilares do site, que tem como outras diretrizes a liberdade na criação de perfis e a proteção à sua privacidade: lá, garantem os criadores do código livre, seus dados não serão vendidos às corporações ou entregues ao governo.

     

    Troque o Dropbox pelo Camlistore

     

    O Camlistore é um serviço de armazenamento de dados totalmente open-source e que tem a privacidade dos usuários como um de seus pilares. Criado por funcionários do Google durante aqueles 20% do tempo na empresa que dedicam a projetos pessoais, o código do projeto já tem sua versão 0.2 publicada no site oficial. Segundo os criadores, a ideia é prover uma serviço de armazenamento capaz de fazer um backup seguro de todas as coisas que você tem publicadas na internet – suas fotos, seus textos, suas atualizações de status em redes sociais, por exemplo.

     

    Troque um e-mail ou mensagem de texto sigilosa pelo 1ty.me

     

    O 1ty.me gera links que se autodestroem depois do primeiro acesso. É simples: se você quiser enviar para alguém uma mensagem que não possa ser visualizada duas vezes por questões de segurança, como uma senha, por exemplo, basta colar no clipboard do 1ty.me, gerar o link e enviar ao destinatário. Depois de acessado uma vez só, o link é invalidado. É um snapchat para textos.

     

    Troque o chat do Facebook ou do Google pelo RetroShare

     

    O RetroShare é um software gratuito e de código-aberto que permite envio de mensagens e compartilhamento de arquivos com segurança, já que todos os dados são encriptados. O RetroShare oferece serviços de trocas de mensagens e de e-mails, de troca de arquivos, de autenticação de usuários e até uma rede social. E garante: com eles, seus dados estão seguros das grandes corporações.

     

    Via Revista Galileu.

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