TOPO
  • 01/10

     

    elefantologia

    Mais do que ninguém sobre esse pedaço de chão verde amarelo, sou totalmente confiante em nosso sucesso como organizadores da Copa do Mundo. Nunca fiz couro com os revolucionários do dedo indicador que pensam poder mudar o mundo postando uma foto de um menino da Mongólia no facebook e dizendo ser aquela a realidade do Brasil. Não passo o dia imaginando qual boné colorido do Cone irei comprar, nem prego o assistencialismo aos pobres nacionais sendo que sou incapaz de abdicar um dia do dinheiro do lanche no colégio para alimentar um faminto mendigo. Mas apenas tenho minhas ressalvas quanto ao que será feito de nossos estádios no pós-Copa.

     

    Estádio de futebol deixou de ser apenas um lugar aonde vamos para assistir uma pelada bem remunerada e xingar juiz. Estádios modernos são grandes blocos de concreto cujo espetáculo na arena é apenas o primeiro de tantos. Construí-los visando apenas obter renda nos jogos é comprar um cavalo pra rodar o mundo, programa de índio. Vejam, por exemplo, o Vasco e seu estádio claramente ultrapassado que nem sequer consegue pagar um jogador reserva tendo jogos o ano inteiro. Flamengo alugando o Engenhão produz mais renda que o Vasco atuando em casa. E olha que o estádio João Havelange não é nenhum poço de dinheiro.

     

    Precisamos destinar melhor o que já está sendo investido. Museus internos são legais, mas não dão dinheiro. É preciso lojas, restaurantes, um ambiente familiar e tudo que instigue o visitante a deixar todos os seus dobrões durante sua curta porém rotineira passagem. Em meu projeto até puteiro eu colocaria. Por que não? Legalizado é o que vale.

     

    Pense no estádio no Amazonas. Agora imagine-o um mês depois da Copa. Vai servir apenas pra receber pelada da molequeira da floresta. E será sem dúvidas o maior elefante branco do eixo Mercúrio/Plutão. Isso pra não citar Brasília, Fortaleza… Lugares que na mesma frequência que anos bissextos vêem seus clubes disputando a Série A – ou mais que isso. E Série B só dá lucro se o time começar a voar e/ou na reta final. Fora isso são 35 fanáticos empunhados com mini-bandeiras e toalhas de banho do time gritando feito loucos a cada pixotada pela zaga desferida.

     

    A brazucada pensa no destino dado a metrôs, aeroportos, ônibus, mas isso é fichinha. Quem viveu de jiló sabe dar banquete com pirão. Vamos voar como nunca, pegar busão como nunca e ouvir pregações em metrô como nunca antes na história desse país. Raiva vão dar os estádios que certamente decepcionarão.

     

    Tenho vontade de perguntar às autoridades se eles imaginaram a merda que seria a manutenção de um estádio bem na divisa da Puta que Pariu como Inferno. Nada contra a Puta Que Pariu, nem o Inferno, mas a divisa é foda. Manaus é longe pra caralho.

     

    Dois Toques e a gente sai na cara do gol!

     

     

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