TOPO
  • 11/03

    Dois Toques

     

    Chorão

    Música e esporte pra quem chupou manga com medo de tomar leite dizem ser quase a mesma coisa. Concordo. Samba e futebol casam melhor que pastel e japonês.

     

    Mas o papo aqui é rock. Na verdade o silêncio do rock. Morreu na última quarta-feira o vocalista da maior banda brasileira na atualidade e a mais premiada de todos os tempos. Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr. foi pra mim e para muitos um mestre à distância. Um perfeito supletivo de fodacidade. Torcedor do Santos nunca se cansou de demonstrar seu amor a cidade e ao clube do coração.

     

    Chorão cantou a adolescência, a juventude e a vida de muitos. Fez de suas histórias, as histórias de tantos outros. Líder de uma geração rebelde conseguiu com suas letras agressivas, reflexivas e verdadeiros poemas dar uma cara à galerinha que sucedeu o pessoal que sofreu a ditadura.

     

    É triste, mas “um dia acontece”, já dizia o vocalista. E hoje resta apenas uma dor e um desejo de fazer alguma coisa, alguma homenagem, ainda que singela.

     

    Então, representando tantos outros, deixo aqui toda a minha tristeza, toda a minha dor e toda minha gratidão a esse homem louco, polêmico, perturbado, mas que contribuiu e muito na construção do caráter de muitos dos malokeiros, skatistas, patricinhas e vagabundos que andam por aí.

     

    Despeço-me essa semana com um imenso e aparentemente infindável luto e uma de suas numerosas ilustres frases.

     

    “Talvez eu já nem lembre mais das coisas como eram, mas talvez agora eu saiba bem o que é bom pra mim”.

     

    Vai com Deus, Chorão!

     

     

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