TOPO
  • 07/11

    Salve galerinha bandeiraduense! Aqui estou eu novamente no único ambiente paulista de todos os universos que não cheira a fumaça de pneu nem causa câncer de tranqueia. Hoje indignado com a cafecomleitagem que certas torcidas e certas equipes demonstram nesse sistema europeu de campeonato que disputamos. Embora o sistema de pontos corridos mate a emoção daquela final que culminava sempre na morte súbita de um cervejeiro de cada equipe, é preciso ter um mínimo de bom senso pra compreender que embora devagar-quase-parando o modelo em questão exige raciocínio e é fatal contra a ingenuidade.

     

    Vejam o Vasco da Gama. Galerinha tava cheia de otimismo, falando que o Santos é rival do Corinthians, que ia entregar, que era balela e chopp preparado e bla bla bla. Porra, boy! Santos com um candidatíssimo a artilheiro, outro a melhor do mundo e pensando no mundial vai entregar como? O fato de não lutarem mais por porra nenhuma no Brasileiro apenas deixa a equipe santista ainda mais sanguinária, afinal nada melhor que usar o nacional para preparação pro Mundial de Clubes. “Treinar” no Brasileirão é como jogar Tetris no level 7 em velocidade 12 – coisa de mestre. Onde já se viu ficar de moleza só porque um torcedor velhaco e algumas criancinhas disseram que o vizinho do amigo do pai da irmã do colega do primo de segundo grau da tia da vó dele que mora do Paraná disse que o Neymar ia jogar de sacanagem? Neymar de sacanagem é melhor que muito centro-avante pica jogando sério. FATO!

     

    A ingenuidade que atingiu o Vasco acertou em cheio Botafogo, Corinthians e tantos outros que ainda pensam ser possível a cinco rodadas do fim do Brasileirão existir um time sem pretensão na competição. Isso não existe – pelo menos não no Brasil. Timecos inexpressivos da zona do arroz sem sal podem em 5 rodadas tirar um cheio de onda da Libertadores, candidatos ao título amados pela torcida podem terminar o campeonato com uma organizada apedrejando o CT e aspirante à Série B podem rir a toa puxando outro otário pro colo morno do capeta.

     

    Um dia, se conseguir alguma notoriedade no ramo esportivo, enviarei minha proposta do ENEM DO BRASILEIRÃO e anexarei que exijam o mínimo de maldade vindo das equipes. Não se pode ser mané a níveis tão alarmantes. Se o Botafogo tivesse lido meus textos e compreendido que o Figueirense é time que disputa pra dar cala-frio e tirar pontos de quem sonha, teria ganhado na facilidade e evitaria uma evasão ainda maior de sua torcida que vira mais a casaca que católico conservador em missa carismática. Não se pode ser imbecil a esse ponto.

     

    Confesso galera, que se não fosse domingo estaria embriagado num bar qualquer falando merda e tentando esquecer tamanha falta de senso de abre o olho que esse povinho do Brasileirão tem mostrado. Mas como é pré-segunda, pré-deprê e estamos a poucas horas de acordar blasfemando, me recolherei ao meu leito e lá ficarei a pensar, sorrir e tramar minha semana. Longe do Brasileirão, porque com tanta gente burra tenho medo de ser contaminado.

     

    Só deixo um último recado. O único que realmente vai entregar alguma coisa é o Palmeiras, afinal o único jeito de alegrar aquela torcida é agindo na putaigem. Destino reservado à equipes que não ganham nada – e pior, ultimamente nem sonham.

     

    Dois toques e a gente sai na cara do gol!

     

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