TOPO
  • 10/09

     

    brazuca

    Estava pensando em gravar um podcast fodão tipo Colômbia pra vocês, a fim de liberar meu fim de semana e exibir minha mensagem de forma diferente e desfilando meu sotaque foderástico. Todavia fui trollado pela internet, não consegui comunicar o cara que gerencia esse site com mãos mais poderosas que Bill Gates e a Microsoft e tive que fazer esse post já no fim do domingo. Acontece.

     

    Mas a letra será breve. Apenas exporei o que tanto me incomoda e tira o sono. Por que nosso desempenho nas paralimpíadas – mudaram o nome dessa joça. Pra quê? – supera de modo acachapante nossa performance entre os caras de membros simétricos e visão de águia? Os treinamentos, feitas as ressalvas, são idênticos e as potencias são as mesmas que as olímpicas. Não queria acreditar que o profeta tinha razão, mas sou obrigado a crer que de fato o brasileiro pra render, primeiramente tem que se foder. Os demagogos, chefes de Ong’s e defensores da Hello Kity dirão que estou desmerecendo a superação de nosso paratletas, mas qualquer ser sem deficiência de paracérebro sabe bem que esses mesmos campeões são a prova de que o povo tupiniquim gosta mesmo é de se superar, renascer. É a arte da pré-fodelança que sempre culmina em verdadeiras histórias de vidas. Muitos participantes do grupo de pessoas que nunca valorizaram a vida até perceber que o barraco caiu e que era hora de reerguer outro cafofo em terreno bem mais íngreme. Josephs Climberes da vida real.

     

    Aí pergunto? Se arrancássemos uns membros a varejo da nossa delegação de futebol e dos caras do vôlei que foram de perninha teríamos conseguido alguns dobrões a mais? Estaria nosso fiasco pré-estabelecido por Mano Menezes no precoce enriquecimento de nossos garotos que já aos 16 anos ganham salários milionários e não conhecem o que é ter uma mulherzinha pra comer e perceber que não tem carro, nem grana pro motel e a mãe ta dormindo em casa? Deveríamos então torcer para que a catástrofe imprevisível que assola vez ou outra (alguns vez em sempre) todos os humanos ainda capazes do complexo movimento de inspiração e expiração assole esses endinheirados?

     

    A comissão brasileira paralímpica deu-nos uma lição além do que esperado. Vinte e pancada dobrões-mor, hino tocado com seus rostos na expressão de “chupa” por mais de duas dezenas de vezes. Se faltaram visão, pernas e braços para segurar a medalha, sobraram coragem, patriotismo e vergonha na cara.

     

    Aliás, no quesito vergonha na cara, o que considero a ausência de, uma enorme deficiência, nossa seleção de futebol se prepara no estilo canguru perneta de pau para mais uma Para-Copa do mundo.

     

    Dois Toques e a gente sai na cara do gol!

     

     

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