TOPO
  • 13/02


    Salve Povão! Começou o torneio mais osso duro de roer da galáxia, a Copa Libertadores da América. Um campeonato tão sem mãe que qualquer profetagem, por mais certeira que pareça, pode ir por terra em questão de segundos.

     

    O Caneco-mor da América de Baixo pede mais que a paudurecência por mim já dita nesse site maneirão, mas não perdoa ingenuidade suicida de ninguém, nem da torcida. E que saiba disso a torcida do Vasco, que não pisava nas Libertas desde o tempo em que Michael Jackson levava as crianças pro rancho e o povo jurava que era pra brincar. Sim, o Brasil ainda era tetra e o Ronaldo era dúvida. Desde 2001 que ninguém da colina visitava a Argentina pra decidir a vida e tamanho jejum de comparecimento deu a torcida uma dose fatal de singeleza a ponto de pensar que seria moleza descer a porva no Nacional dentro de São Janu. Acordem, vascaínos!

     

    Libertadores não é Sulamequinha e Nacional não é Aurora. Todo ser provido de senso de ridículo sabe que os deuses dos Andes, potestades encarregadas do bem estar do futebol sulamericano zelam pelo equilíbrio do torneio-mor e que qualquer sinal de exaltação, frenesi descontrolado é punido com chicote no lombo e mico internacional para o aprendizado de todos. Corinthians, Flamengo e Fluminense já sentiram na pele o ardor do cetro das potestades incas. Não se pode cometer vacilos quando o assunto envolve o místico caneco anti-São Jorge.

     

    E a torcida do Vasco além do mico, cometeu outro erro no mesmo jogo e que pode ser capital. Hostilizou o treinador de tantas alegrias pouco tempo atrás. Ora, o cara é apenas um interino, defende um osso que não é só dele, não é treinador com carcaça grossa e certamente ainda flatula nos dedos quando vem a mente que aqueles gritos de Burro vieram ao fim da primeira derrota, do primeiro jogo, de um total de no mínimo seis, onde simplesmente escalou o time na mesma formação vice-campeã brasileira e campeã da Copa do Brasil com o adendo de escalar juntos Felipe e Juninho (o que seria imperdoável por parte da torcida caso não acontecesse). Agora, se o homem não mostrar que o instrumento endurece sobre pressão, tudo estará vascado, afinal Libertadores não tem tempo hábil para troca de treinadores – o que julgo, no Vasco, ser quase impossível de acontecer.

     

    As equipes brasileiras que ainda jogarão devem compreender que se existe um momento para escorregar na batata, esse momento é a fase de grupos. Derrota em casa só acende o alerta após a segunda. Um vacilo at home todo mundo dá.

     

    Nosso futebol está contaminado, acabou esse lance de sermos obrigados a varrer todo mundo, já era essa noia. A parada é compreender que 7 pontos em casa é digno de aplausos e 3 pontinhos fora já garantem uma vaga nas oitavas. Não precisam arrancar as calcinhas pela cabeça, até porque Wando is dead.

     

    Molecadinha novinha e velhacos estressados precisam esquecer de tudo que outrora aprenderam sobre derrotas em casa. Fator campo em Libertadores só serve pra decidir pra qual lado o juiz vai tender em caso de laterais duvidosos e pênalti a favor. Libertadores todo jogo é fora e fim de papo.

     

    Sorte aos brasileiros e bora manter o caneco aqui, afinal temos o futebol menos decadente da América Latina.

     

    Dois Toques e a gente sai na cara do gol!
     


     

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