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  • 20/07

    O Lamborghini Aventador, apresentado em março no Salão Automóvel de Genebra, segue a tradição da marca: carrega o nome do touro que, em outubro de 1993, foi premiado na tourada de Zaragoza por sua coragem, considerada excepcional. Entretanto, mais que tradição, tecnologia e design fazem dessa muito mais que uma simples “macchina”.
    A pergunta é: você se considera digno para dirigi-la?

    “Lamborghini, você pode saber dirigir um trator, mas jamais saberá dirigir um Ferrari!” (tradução livre)

    Se Enzo Ferrari pudesse prever as consequências dessa sua resposta à reclamação de Ferruci Lamborghini sobre o sistema de embraiagens da Ferrari, talvez o mundo perdesse uma das mais lendárias disputas da indústria automobilística e teria — certamente — menos paixão e beleza. O touro surgiu da determinação em superar o cavalo: “Então criarei os meus próprios carros”. A história da Automobili Lamborghini S.p.A. pode ser assim resumida em poucas palavras: as outras não eram boas o suficiente.

    A força e potência da nova fera
    Para substituir o Murciélago, que por 10 anos foi o principal destaque da linha da Lamborghini, o Aventador é um touro que vem com um novo motor V12 de 6.5 litros — o segundo a ser desenvolvido in casa, na fábrica de Sant’Agata Bolognese — e doma 700 cavalos de potência. Vai de 0-100Km/h em 2.9 segundos, chegando até a velocidade máxima de 350 km/h, e emite 20% a menos de CO² que seu antecessor.

    A leveza e precisão da arte das touradas
    A carroceria, construída principalmente à base de fibra de carbono e suspensão double wishbone de alumínio, torna o bólide mais leve (1575 kg em comparação aos 1650 kg do Murciélago). Uma das novidades vindas das pistas de corrida: o amortecedor central dianteiro reduz a oscilação, proporcionando mais conforto aos passageiros. Um câmbio automático de sete marchas oferece àquele que ousa enfrentar o Aventador trocas em até 50 milissegundos, seja em um dos três modos manuais ou um dos dois automáticos.

    O cântico que surge das arenas
    Alguns ouvem música no motor dos carros. Há os que ouvem música nos batimentos do coração ao ouvir o ronco dos motores. Mas, independentemente de onde venha a música, o sentimento é avassalador nos dois casos. O Lamborghini Aventador é, acima de tudo, um caso autêntico dessas paixões inexplicáveis. E também autêntico demais para ser unânime – parece-me, aliás, que esse nunca foi o desejo de Ferrucio Lamborghini.

    E na incapacidade em explicar esse fascínio – ou será veneração? – por meio do uso das palavras, fico-me pelos suspiros, sem argumentos e justificativas, confiando que entre os apaixonados pela Lamborghini não são necessárias palavras, pois compartilham um mesmo coração taurino.

    Com poucos opcionais, a limitada série de produção de 4 mil unidades (o Murciélago teve 4099 unidades produzidas) começa a ser entregue agora em julho, mas a lista de espera já tem pelo menos um ano para novos pedidos — afinal, o amor não tem pressa e pode esperar. O touro é assim: belo e selvagem, mas inacessível aos impacientes.

    Fonte: Obviousmag.org
    Segue aí: @JuniorChioratto
     

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