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  • 26/07

     

    A Apple contrata: uma “headhunter” da empresa veio ao Brasil neste mês para selecionar candidatos a gerente da primeira Apple Store do país, no Rio.

     

    Venda de iPhone é recorde e lucro supera previsões.

     

     

    A representante da marca americana informou aos profissionais que a loja será inaugurada em dezembro, apurou a Folha, com metas ousadas.

     

    Segundo pessoas envolvidas no processo, a recrutadora disse que a expectativa de receita líquida para o ponto carioca é de US$ 500 milhões anuais -cifra alcançada apenas pela icônica loja da Quinta Avenida, em Nova York.

     

    Procurada, a Apple não quis comentar seus planos para o país. Hoje, a marca trabalha só com revendedoras autorizadas de seus produtos no Brasil, sem loja própria.

     

    No processo, não foi revelado onde funcionará o ponto de varejo da marca que criou iPhones, iPods e iPads.

     

    “Ela disse que é em uma região rica da cidade, que está crescendo”, afirmou um dos candidatos, que pediu que não fosse identificado e disse ter sido contatado pela rede social de negócios LinkedIn.

     

     

    Profissionais com experiência de mais de dez anos em varejo de luxo estavam na mira. Entre os convocados para almoços e cafés, havia o diretor de vendas de uma multinacional e o gerente comercial de uma grife de moda nacional, sediada no Rio.

     

    A recrutadora citou nos encontros um salário mensal acima de R$ 10 mil, valor que surpreendeu alguns postulantes negativamente.

     

    “Não cogito aceitar. Fui à entrevista pensando que fosse uma vaga no [setor] comercial”, disse um dos convocados. “Quando disseram que era para a loja, pensei: ‘Que bom que ao menos o almoço o Steve Jobs vai pagar'”, brincou, citando o cofundador da empresa, morto em 2011.

     

     

    SALÁRIOS LÁ

     

    O “New York Times” revelou em 2012 que os vendedores da marca recebiam em média US$ 11,91 (R$ 27) por hora, ante US$ 15,60 (R$ 35,36) pagos pela joalheria Tiffany, vice-líder de vendas feitas por metro quadrado de loja nos EUA (atrás da Apple).

     

    No mês, considerada uma semana de 40 horas, o vendedor da Apple recebia US$ 2.096 (R$ 4.667), e o da Tiffany, US$ 2.745 (R$ 6.113).

     

    À mesma reportagem ex-vendedores disseram terem sido inicialmente atraídos pela afinidade com os produtos e a admiração por profissionais que lá trabalhavam.

     

    “É provável que isso ocorra no Brasil”, diz o consultor de recursos humanos Antonio Carlos Gamênio. “É uma marca que inspira os jovens.”

     

    Via Folha de São Paulo.

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